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A Guarda Civil bateu na porta do PSOE. Sánchez estava no Vaticano. 12 horas dentro da sede do partido

6/12/2026

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Pedro Sanchez, Presidente da Espanha.

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Na manhã da quarta-feira (27/05), agentes da Unidade Operacional Central da Guarda Civil entraram na sede do PSOE na rua Ferraz, em Madrid. Não saíram por mais de 12 horas. Levaram documentos. Levaram e-mails. Saíram com o que o juiz Santiago Pedraz, da Audiência Nacional, mandou buscar.

No mesmo dia, outras equipes faziam buscas nas casas de dois ex-dirigentes socialistas: Gaspar Zarrías, figura histórica do partido na Andaluzia, e Santos Cerdán — o número dois de Pedro Sánchez no PSOE até 2025.
Pedro Sánchez estava no Vaticano.

O que o juiz quer saber

No centro da investigação está Leire Díez, ex-militante do PSOE presa em dezembro do ano passado. O que o juiz sustenta é direto: o partido pagou a ela, durante meses, para obstruir processos judiciais que incomodavam a cúpula socialista. Quais processos? Os que investigam a mulher de Sánchez.

O irmão de Sánchez. E o ex-premier José Luis Zapatero, acusado de tráfico de influências.

O esquema não era simples. Díez se reunia com procuradores, agentes da própria Guarda Civil e advogados. Oferecia promoções, favores e dinheiro em troca de informações privilegiadas e manipulação de testemunhos. Conversas interceptadas a mostram se descrevendo como "mão direita de Santos" —referência direta a Santos Cerdán.

Os números por trás do esquema

Contratos públicos da SEPI — Sociedade Estatal de Participações Industriais — estão no centro financeiro da investigação. Cinco transações suspeitas.

Total: 132,9 milhões de euros em subsídios e contratos que teriam sido direcionados com critérios que não eram técnicos.

O PSOE teria pagado mais de 188 mil euros diretamente a Díez e a outros envolvidos na rede. Dinheiro do partido. Dinheiro de uma organização política que governa a Espanha.

Sánchez tranquilo. Como sempre.

Questionado sobre as buscas, Sánchez disse estar "tranquilo". Prometeu colaboração com a Justiça. Garantiu que o PSOE agiria com "contundência" caso irregularidades fossem confirmadas — como se o problema fosse hipotético e não a Guarda Civil dentro da própria sede do seu partido.

O líder do Partido Popular, principal oposição, foi mais direto. Pediu eleições antecipadas imediatamente.

Sánchez recusou.

O padrão que se repete

Não é o primeiro escândalo. Não é o segundo. A Espanha de Sánchez acumulou casos — o caso Koldo, o caso Begoña Gómez, o caso Zapatero, e agora o caso Leire — numa velocidade que já não surpreende nem os aliados do governo.

O que surpreende é a resposta. Sempre a mesma: negação, acusação de perseguição política, promessa de colaboração e nenhuma consequência real para quem está no topo.

A Guarda Civil passou 12 horas dentro da sede do partido governante da Espanha recolhendo provas de um esquema para manipular a própria Justiça. Em qualquer democracia com senso de urgência, isso seria o fim de um governo.

Na Espanha de 2026, Sánchez deu entrevista e foi dormir tranquilo.