Comportamento

A masculinidade é tóxica?

5/29/2026

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O debate sobre masculinidade também passa por responsabilidade, presença e construção de valores (Foto: Adobe Stock)

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Uma reflexão sobre força, proteção, responsabilidade e os desvios da masculinidade à luz das Escrituras e dos debates contemporâneos

De fato, a masculinidade não é tóxica, e sim protetora. Existem, porém, pessoas do sexo masculino que são criminosas. 

O ser humano, homem e mulher, foi criado à imagem e semelhança de Deus, como mostra Gênesis 1:27. O homem foi formado primeiro (Gênesis 2:7) e recebeu funções específicas, como cultivar e guardar o jardim. Guardar significa proteger aquele espaço. Desde o início, o homem é chamado para ser protetor da família e da sociedade. 

Deus não criou o homem fraco e passivo. Ele foi criado com força física para ter coragem e iniciativa. Essas características são benefícios dados por Deus, e não defeitos, feitas para favorecer, e não para prejudicar. 

No livro de Rute, Boaz, que se tornaria seu marido (Rute 3:13), age com integridade, protege Rute, uma estrangeira viúva, provê suprimentos para ela e age como seu resgatador e redentor. Esse casal está na linhagem de Jesus. Boaz e Rute são bisavós do rei Davi. 

Davi era um guerreiro valente e forte, mas também pastor de ovelhas, que arriscava a vida por elas (1 Samuel 17:34-36). Ele defendia e protegia os fracos, colocando-se como um muro de proteção pelas pessoas da nação. 

Neemias reconstruiu os muros de Jerusalém com uma mão na obra e outra na espada (Neemias 4:17-18). Ele sincronizou trabalho e proteção. 

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A força masculina, segundo as Escrituras, aparece ligada ao cuidado e à proteção (Foto: Canva)

Jesus Cristo, o modelo perfeito de homem, era forte, expulsou os vendilhões do templo com um chicote (João 2:15), foi corajoso, enfrentou os fariseus, os falsos profetas e a cruz. Mas também era doce, compassivo, provedor, protetor e carinhoso. As crianças amavam estar perto dele (Mateus 19; Marcos 10; Lucas 18). 

A masculinidade desses homens não era agressão gratuita, mas força colocada a serviço do bem e da justiça da sociedade em que viviam. 

A Bíblia elogia o homem que é forte e corajoso (Josué 1:6-9), que provê sua casa (1 Timóteo 5:8), que ama sacrificialmente sua esposa como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25), que ensina e disciplina seus filhos (Efésios 6:4). 

A Bíblia nunca atribui o crime à masculinidade simplesmente. Ela atribui o mal ao pecado que habita no coração humano e ao homem que se deixa dominar por ele (Jeremias 17:9; Marcos 7:21-23; Romanos 3:23). As Escrituras também atribuem as más ações e os crimes ao mau caráter (Provérbios 16:27-28). 

Quando o homem comete violência, estupro, assassinato ou abuso, ele está sendo criminoso. Isso não tem relação com ser homem ou masculino. 

A Bíblia condena fortemente o homem covarde, opressor, preguiçoso (Provérbios 6:6) ou violento contra os fracos: “Ai daqueles que decretam leis injustas” (Isaías 10:1-2); o homem que não cuida da família (1 Timóteo 5:8); o que derrama sangue inocente, o perverso, o mentiroso e o falso (Provérbios 6:16-19). 

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O texto parte de referências bíblicas para discutir o papel masculino na família e na sociedade (Foto: Canva)

O homem que comete crimes não representa a masculinidade bíblica criada por Deus. 

O modelo deturpado da cultura atual, muitas vezes, chama de tóxico o homem forte, competitivo, com desejo de proteger e liderar. 

As Escrituras chamam isso de necessário e bom quando submetido a Deus. 

Homens imaturos, pais ausentes, a perversão da força masculina por meio da tirania, do egoísmo, da violência sem causa e do abandono do papel protetor: isso sim é tóxico. 

O remédio não é enfraquecer os homens, mas regenerá-los, fazendo-os compreender a força do serviço, do amor e da justiça. 

Nós, mulheres, temos muita responsabilidade na formação da próxima geração de homens.