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Cláudio Castro é alvo da PF em operação que investiga esquema bilionário no setor de combustíveis

6/12/2026

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Ex-Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

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STF autorizou buscas, bloqueio bilionário de bens e medidas contra empresários e agentes públicos investigados

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na sexta-feira (15/05). A investigação apura um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e evasão de divisas ligado ao setor de combustíveis. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na residência de Cláudio Castro, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Durante a ação, aparelhos eletrônicos e documentos foram recolhidos para análise pericial.

Investigação da PF

Segundo a Polícia Federal, o foco central da investigação envolve o Grupo Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. As autoridades apontam que empresas ligadas ao grupo teriam sido utilizadas para movimentar recursos suspeitos, ocultar patrimônio e reduzir artificialmente tributos bilionários por meio de operações consideradas fraudulentas.

A investigação envolve suspeitas de fraude tributária, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação patrimonial e crimes contra a ordem econômica.

Os investigadores afirmam que o esquema utilizaria empresas em sequência para manter as operações funcionando enquanto acumulava dívidas fiscais e dificultava o rastreamento financeiro pelas autoridades.

O empresário apontado como peça central

Outro nome central da operação é o empresário Ricardo Magro, ligado ao Grupo Refit. A Justiça autorizou medidas cautelares contra ele e determinou inclusão em mecanismos internacionais de localização.

Segundo os investigadores, estruturas empresariais complexas teriam sido utilizadas para movimentar bilhões de reais por meio de operações interestaduais e mecanismos de compensação tributária considerados suspeitos.

O tamanho da operação

A Operação Sem Refino cumpriu mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Além das buscas, a Justiça determinou bloqueio bilionário de bens e ativos financeiros dos investigados.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o valor dos bloqueios pode ultrapassar R$ 50 bilhões em bens, contas, empresas e patrimônios ligados aos investigados.

A operação também atingiu empresários, operadores financeiros e pessoas ligadas ao setor de combustíveis.

A relação de Cláudio Castro com o caso

Até o momento, Cláudio Castro não foi denunciado nem condenado. A investigação ainda está em fase de coleta de provas.

A Polícia Federal apura possíveis relações entre integrantes do governo do Rio e empresários investigados, incluindo suspeitas envolvendo benefícios fiscais, contratos, decisões administrativas e movimentações financeiras consideradas atípicas.

Os investigadores também analisam se estruturas públicas teriam sido utilizadas para favorecer interesses ligados ao grupo investigado.

Defesa nega irregularidades

A defesa de Cláudio Castro afirmou que o ex-governador não cometeu qualquer irregularidade e que irá colaborar com as autoridades durante o andamento das investigações.

Até o momento, não existe pedido de prisão contra Castro.

O histórico político do Rio

A operação voltou a chamar atenção para o histórico de investigações envolvendo ex-governadores do Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, diversos nomes que passaram pelo Palácio Guanabara acabaram alvos de operações relacionadas à corrupção, lavagem de dinheiro e contratos públicos.

O novo caso amplia novamente a pressão política sobre o estado e sobre setores ligados ao setor de combustíveis, considerado um dos mais sensíveis economicamente no Rio de Janeiro.

Próximos passos

Grande parte do processo segue sob sigilo judicial no STF. A Polícia Federal continua analisando documentos apreendidos, contratos, mensagens, movimentações bancárias e operações financeiras internacionais.

As investigações ainda podem gerar novas fases da operação, denúncias formais e aprofundamento das apurações sobre conexões políticas e empresariais ligadas ao esquema investigado.