A confirmação da influência astrológica diante de tantos acontecimentos é sempre um deleite para mim, como astrólogo. O ano de 2025 foi mais um exemplo de como as dinâmicas do céu se refletiram tanto nas consultas na clínica quanto nos fatos que marcaram o mundo.
Chamamos de trânsitos astrológicos o percurso dos planetas pelos signos em determinado período. Essa ferramenta revela tendências, possibilidades e formas pelas quais as energias celestes se manifestam no cotidiano. Em 2025, os trânsitos deixaram claro que estávamos em um ano atípico, um período preparatório para grandes mudanças que se consolidam em 2026.
A entrada definitiva de Plutão em Aquário simboliza um novo modo de o inconsciente coletivo se expressar. Essa instância profunda, que conecta a mente individual à psique global, se evidencia tanto nos medos universais quanto nas formas de comando que se espalham pelo planeta. Fica claro que a maneira de governar e de ser governado está mudando. Plutão em Aquário, dialogando com Saturno, Urano, Netuno, Sedna e Admetos, ressoou em experiências compartilhadas pela humanidade.

Plutão em Aquário inaugura duas décadas de profunda revisão do poder e das estruturas coletivas (Foto: Canva)
Nós, astrólogos, sabemos que a vida caminha em espiral: ciclos que retornam de dentro para fora e de fora para dentro. Para acompanhar esse movimento, a introspecção é fundamental.
Em 2025, vimos planetas entrando em novos signos enquanto outros se despediam, abrindo caminho para ciclos que se firmam em 2026. A matemática celeste narrava, com precisão, a necessidade de uma nova postura diante da metamorfose da sociedade humana.
A entrada de Urano em Gêmeos, em harmonia com Plutão em Aquário, aponta para uma nova visão da ciência, marcada por inovação, tecnologia e expansão intelectual. O coletivo estará mais inflamado: o que um sente, muitos sentirão.
Plutão permanece em Aquário pelas próximas duas décadas. Seu ciclo de aproximadamente 250 anos nos lembra que estamos diante de dois vetores de poder:
— o poder que domina, manipula e conduz ao apagamento do indivíduo, como vemos em lideranças que alimentam cenários de guerra e cegueira coletiva;
— e o poder que emancipa, fortalece e amplia a consciência, estimulando o propósito pessoal e o Bem Comum.
As duas forças estão disponíveis — dos céus à Terra.
Para que esse potencial se incline ao coletivo, torna-se urgente reacender a força feminina: uma energia matriarcal que nutre, protege e reorganiza as relações afetivas — entre casais, famílias, irmãos, grupos e comunidades. Essa força sustenta a construção de uma sociedade mais sensível, colaborativa e proativa.
As regras sociais e culturais, muitas vezes rígidas, podem limitar a compreensão desse novo tempo. Meu conselho para este período de transição histórica é simples: que não nos percamos na frieza de Aquário. É tempo de colaboração, apoio mútuo e expansão da consciência individual, coletiva e planetária.

A potência feminina retorna como eixo de equilíbrio e reconexão coletiva (Foto: Canva)
Vivemos uma guerra distinta de todas as anteriores — mas, ainda assim, uma guerra. Um choque entre a incapacidade de compartilhar e o impulso de poder. Alguns países caminham na contramão das energias disponíveis, reforçando posturas exclusivistas e mantendo estruturas abusivas. Quando este grande portal se fechar, veremos quem conseguiu avançar — e quem permaneceu retido pela própria rigidez.
A potência feminina, reativada desde 2023 e atuante até 2027, abre um portal pacifista que precisa ser compreendido e utilizado para frear a inoperância humana e a dificuldade de liderar com visão de futuro. Até as finanças — tema central da consciência global atual — serão afetadas por essa transição. Como em muitos processos astrológicos, o caminho começa pelo caos antes de revelar propósito.
Estamos no centro desse ciclo. Um portal que pode ser um presente — se bem conduzido.
Que cada pessoa aproveite os meses especiais que se abrem diante de nós. Que busquem reconexão, presença e maturidade para acessar seus potenciais. Céus assim são raros. E preciosos.
Tudo de bom


