A pesquisa divulgada pela Genial/Quaest neste mês (abril/2026) mostra um cenário de eleição ainda em construção, mas já com dois nomes claramente à frente. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 37% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 32%. A diferença entre os
dois existe, mas não é larga, o que indica uma disputa direta e já bem definida entre os principais polos.
Mais atrás, os demais candidatos aparecem com números bem menores. Ronaldo Caiado surge com 6%, enquanto Romeu Zema tem 3%. Outros nomes testados ficam entre 1% e 2%, mostrando dificuldade de ganhar espaço em um cenário onde o eleitorado parece mais concentrado em poucas opções. Na prática, isso reduz a competitividade de candidaturas alternativas e reforça a centralização da disputa.
A pesquisa também mostra que ainda existe uma parcela relevante de eleitores que não se decidiu. São 11% que pretendem votar em branco ou nulo e outros 5% que ainda estão indecisos. Em um cenário apertado, esse grupo pode ter peso importante mais à frente, dependendo de como a campanha evoluir.
De forma geral, o primeiro turno já indica uma eleição mais polarizada, com dois nomes principais concentrando a maior parte das intenções de voto, enquanto os demais seguem em posições secundárias, sem grande capacidade de avanço imediato.
Quando o cenário passa para o segundo turno, a disputa fica ainda mais equilibrada. Flávio Bolsonaro aparece com 42%, enquanto Lula registra 40%. Esse resultado configura empate técnico dentro da margem de erro e mostra uma diferença bem menor do que a observada no primeiro turno.
Esse movimento indica que, em um confronto direto, os votos tendem a se reorganizar e se concentrar ainda mais. A fragmentação que aparece no primeiro turno praticamente desaparece, e a eleição passa a ser decidida por margens mais estreitas.
Nesse contexto, os eleitores indecisos e aqueles que hoje optam por voto branco ou nulo ganham ainda mais importância. Em uma disputa equilibrada, pequenas mudanças nesse grupo podem influenciar diretamente o resultado final.
A pesquisa mostra um cenário aberto. Existe uma liderança no primeiro turno sim, mas sem definição antecipada. No segundo turno, o equilíbrio aumenta, e o desfecho passa a depender de fatores como alianças, mobilização e o comportamento do eleitor ao longo da campanha.



