Comportamento

Murmuração, o vício terrível que impede as bênçãos

05/10/2026

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A oração aparece como caminho de confiança em Deus e de transformação da forma como enxergamos a vida (Foto: Adobe Stock)

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A Bíblia alerta para os efeitos da reclamação constante e nos convida a trocar a murmuração pela gratidão e pela confiança em Deus

As pessoas viciadas em reclamar muitas vezes acham isso normal e acreditam que as reclamações fazem parte da vida cotidiana. Mas esse é um vício terrível. Muitas nem percebem que são viciadas em murmurar.

Não vou tratar aqui dos questionamentos sobre um trabalho malfeito dentro de casa ou no ambiente corporativo, dirigido a quem deveria assumir determinada responsabilidade. Há cobranças necessárias para que as coisas progridam, para que as pessoas entreguem seus trabalhos com excelência, para a boa funcionalidade do lar ou para que os pais ensinem e corrijam os filhos sobre como devem proceder.

Quero falar daquele outro tipo de reclamação: o vício de pessoas que reclamam de tudo e chegam até a amaldiçoar a própria vida com palavras de murmuração.

A Bíblia trata a murmuração, essa insistência em enxergar e mencionar apenas o lado negativo das coisas, como um pecado grave. As Escrituras mostram a murmuração como falta de fé em Deus e de confiança Nele.

A murmuração exclui muitas bênçãos da vida das pessoas, faz com que elas não venham, atrai maldições, destrói espiritual e fisicamente, atrai doenças, torna-se um mau testemunho de vida e provoca divisão e afastamento entre as pessoas, além de outras consequências nada boas.

Um exemplo clássico está em Números 14:26-35. Mencionarei somente alguns versículos, mas vale a pena ler o texto completo:

“Disse o Senhor a Moisés e a Arão: Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Eu, o Senhor, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto, se consumirão e aí falecerão. Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, sobreviveram.”
(Números 14:26-27, 30, 35, 38)

Josué e Calebe foram os únicos que trouxeram boas notícias sobre a terra prometida por Deus. Deram importância àquilo que Deus havia prometido, e não somente ao que seus olhos mostravam sobre as dificuldades daquela terra e os desafios para conquistá-la.

Outro exemplo está em Êxodo 16:2-3,8:

“Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto; disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. Prosseguiu Moisés: Será isso quando o Senhor, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte, porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o Senhor.”

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A murmuração constante pode alimentar um olhar voltado apenas para as dificuldades e insatisfações (Foto: Adobe Stock)

Mais um exemplo aparece em Números 11:1-2, quando o povo se queixou de sua sorte aos ouvidos do Senhor:

“Ouvindo-o o Senhor, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do Senhor ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial. Então, o povo clamou a Moisés, e, orando este ao Senhor, o fogo se apagou.”

O apóstolo Paulo também nos adverte em sua Primeira Carta aos Coríntios:

“Não ponhamos o Senhor à prova, como alguns deles já fizeram e pereceram pelas mordeduras das serpentes. Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e foram destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado. Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.”
(1 Coríntios 10:9-12)

Vale a pena ler também Salmos 106:24-25; Tiago 5:9; Judas 1:16 e 1 Pedro 4:9.

A murmuração é rebelião contra Deus, traz juízo, impede a entrada das bênçãos prometidas, destrói o testemunho do cristão e prejudica a unidade. Por isso, Deus nos adverte por meio de Sua Palavra. Ele é um Deus que tem prazer em abençoar, como lemos em Hebreus 11:6.

A Bíblia nos chama a dar testemunho de gratidão, dando graças em tudo e fazendo todas as coisas sem queixas ou discussões, como ensinam 1 Tessalonicenses 5:18 e Filipenses 2:14.

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A gratidão é apresentada na Bíblia como uma atitude de fé, confiança e reconhecimento das bênçãos recebidas (Foto: Adobe Stock)

Pode ser que oremos e falemos com Deus, mas nós mesmos podemos estar impedindo que as bênçãos cheguem até nós, colocando a barreira da murmuração entre nós e Deus.

Já ouviram dizer que as palavras têm poder?

Que poder estamos dando ao mundo espiritual por meio das nossas palavras? Poder de bênção ou de maldição? Poder do bem ou do mal? De vida ou de morte?

Somos abençoadores ou murmuradores?

“Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.” (Filipenses 2:14-16)