Algumas vezes, mulheres se perguntam por que umas têm tantos talentos para o amor e para os relacionamentos, e outras não. No entanto, muitas acham que isso é uma coisa que não tem como desenvolver.
Baseada na parábola dos talentos, de Mateus 25:14-30, quero deixar alguns pensamentos para que cada mulher analise a si mesma e pense em como estamos cuidando dos talentos confiados a nós.
Gostaria, logo, de fazer uma diferenciação entre talentos e dons. Os dons são como aqueles descritos em 1 Coríntios 12:4-11, como, por exemplo, palavra da sabedoria, palavra do conhecimento, fé, dons de curar, operação de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas (vindas do céu) e interpretação dessas línguas (dadas por Deus).
Essas línguas não são idiomas estudados, pois a facilidade de aprender um idioma, por exemplo, seria um talento, assim como cantar, dançar, se comunicar, praticar um esporte, fazer a gestão de situações, ter inteligência emocional, criatividade, interpretações artísticas, cozinhar, ter habilidade com a matemática, adaptação, resiliência, organização, cultivo de plantas (jardinagem), cuidar de crianças, carisma, simpatia, carinho e outros que só você e Deus sabem. Todos sinônimos de ter habilidades.
Na parábola dos talentos, cuja leitura completa aconselho (Mateus 25:14-30) para melhor entendimento do que falaremos, havia um senhor. Esse senhor chamou seus servos e entregou a eles os seus bens. Ele distribuiu talentos.
“A um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade.”
O servo que recebeu dois talentos, assim como o que recebeu cinco, investiu esses talentos. Com o investimento, tiveram lucro para o senhor. No entanto, o que recebeu somente um ficou com medo de fazer um investimento que não desse lucro e enterrou o talento a ele confiado.
Esse não multiplicou. O senhor desses servos ficou furioso, retirou dele esse único talento e deu o seu talento a outro.

Comparações, medos e feridas podem nos afastar daquilo que temos de mais singular (Foto: Adobe Stock)
Sabe a pessoa certa que um dia vai nos amar, vai nos admirar, com quem vamos nos relacionar, ter aquele amor, aquela pessoa que vai ter prazer em ter a nossa companhia?
Essa pessoa vai nos admirar por causa de algum talento que nós recebemos como um bem.
Lembra que o senhor confiou “seus bens” a esses servos? Esses talentos são bens confiados a nós. Nós recebemos pelo menos um, no mínimo um. Ninguém fica sem.
Lembra que quem não investe no talento perde esse talento para outro que investiu? Lembra que quem investe ganhou mais? Lembra que quem investiu não ganhou somente com o investimento feito, mas ganhou também o talento daquele que não fez investimento?
Às vezes, temos a mania de fazer comparações com outras mulheres pela quantidade de talentos que elas demonstram e, nisso, nos sentimos diminuídas, talvez nem sempre de forma consciente.
Nós temos nossos próprios talentos, só precisamos investir, mesmo que seja somente um. Temos, sim, nossos próprios talentos.
Nessa parábola, o senhor seria Deus, dando para cada servo as possibilidades e habilidades para a realização de muitas coisas.

Cada pessoa carrega sua própria forma de amar, cuidar e se relacionar (Foto: Adobe Stock)
Não se enterre por medo, por feridas, por cansaço, por comparações. Deus te chama para investir.
Quando somos fiéis no pouco, Deus nos coloca no muito.
Todas as mulheres têm talento para o amor. Todas têm capacidade de amar e ser amadas. Cada pessoa tem seus talentos marcantes.
O talento para o amor só perde o valor quando é enterrado.
Que o Senhor nos ajude a tirar do chão tudo aquilo que foi enterrado, investir, multiplicar e ouvir do Senhor o seu “muito obrigada”.



