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Por que o melasma volta e o que funciona no tratamento

9/22/2026

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O melasma é uma condição recorrente, e as manchas podem voltar mesmo depois do tratamento (Foto: Adobe Stock)

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Controlar as manchas exige fotoproteção, ativos despigmentantes e atenção a fatores como exposição ao sol, calor e alterações hormonais

O melasma é uma condição da pele que causa manchas acastanhadas, geralmente na testa, no buço e nas bochechas. É também uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos e uma das mais desafiadoras, porque as manchas podem voltar mesmo depois de um tratamento bem-sucedido.

Isso acontece porque o melanócito, célula responsável pela produção do pigmento da pele, continua sensível a estímulos como exposição solar, calor, alterações hormonais e interrupção dos cuidados. Quando reativadas, essas células voltam a produzir mais melanina.

Não existe um tratamento único. Cada pele responde de uma maneira, e o protocolo pode combinar cremes, séruns, medicamentos e sessões de laser. O objetivo é manter o melasma controlado, o que exige a continuidade dos cuidados mesmo depois que as manchas clareiam.

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A fotoproteção diária é uma das principais medidas para manter o melasma controlado (Foto: Adobe Stock)

A proteção solar comum pode não ser suficiente. Para quem tem melasma, são indicados protetores de amplo espectro, preferencialmente com cor e pigmentos como os óxidos de ferro, que ampliam a proteção contra a luz visível.

O calor também pode piorar a condição. O aumento da temperatura da pele estimula o melanócito e pode intensificar a produção de melanina. Nas mulheres, oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona, como as que ocorrem durante a gestação, também podem desencadear ou agravar as manchas.

Durante a gravidez, alguns ativos podem ser avaliados pelo dermatologista. O ácido azelaico é uma das opções para auxiliar no clareamento. A vitamina C atua sobre a tirosinase, enzima envolvida na produção de melanina, enquanto a niacinamida ajuda a bloquear a transferência do pigmento já formado para outras células da pele.

A combinação de fotoproteção diária, despigmentantes tópicos, controle dos fatores desencadeantes e procedimentos realizados de forma criteriosa é fundamental para obter bons resultados e reduzir a volta das manchas.

Como os lasers atuam

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Os lasers podem fazer parte do tratamento, com tecnologia e parâmetros definidos para cada pele (Foto: Adobe Stock)

O laser de picossegundos emite pulsos ultracurtos que fragmentam o pigmento em partículas menores e facilitam sua eliminação natural pelo organismo. Já os lasers fracionados não ablativos usam calor controlado para estimular a renovação da pele e a produção de colágeno sem abrir uma ferida na superfície.

Essas tecnologias exigem cautela. Quando utilizadas de forma agressiva ou fora do perfil de pele do paciente, podem causar hiperpigmentação pós-inflamatória, um escurecimento da região tratada mais comum em peles com maior pigmentação. Por isso, o protocolo e os parâmetros do aparelho precisam ser ajustados individualmente.

Outra possibilidade são as plataformas que combinam diferentes comprimentos de onda. Os lasers de luz amarela, por exemplo, atuam de forma seletiva sobre áreas inflamadas e vasos dilatados. Como agem principalmente sobre a hemoglobina, podem ser usados em diferentes fototipos, desde que os parâmetros sejam definidos de acordo com cada pele. Essa tecnologia também ajuda a reduzir a inflamação que alimenta o ciclo do melasma.

Manter o melasma controlado depende de um tratamento individualizado e contínuo. Mesmo depois do clareamento, a fotoproteção e os demais cuidados precisam fazer parte da rotina.