Com a chegada dos meses mais quentes, os pratos ficam mais leves e alguns estilos de vinho ganham espaço na taça. Espumantes, brancos, rosés e até tintos leves trazem frescor e acompanham naturalmente os dias de temperaturas mais altas.
Espumantes: frescor em forma de borbulhas
Poucos vinhos combinam tanto com o calor quanto os espumantes. Servidos frescos, unem acidez e efervescência em uma sensação refrescante e revigorante.
Para quem prefere estilos secos, os Brut são versáteis e funcionam tanto como aperitivo quanto à mesa. O Prosecco, geralmente mais leve, frutado e floral, traz aromas que lembram pera, maçã e flores brancas. Já o Moscatel segue outro caminho: doce, muito aromático e, na maioria dos rótulos, com menor teor alcoólico, combina bem com frutas e sobremesas leves.

A autora durante degustação de espumantes brasileiros, um dos estilos que ganham espaço com a chegada dos dias mais quentes (Foto: acervo pessoal)
Brancos: acidez e aromas em destaque
Entre os brancos, algumas uvas combinam especialmente bem com os dias ensolarados. A Sauvignon Blanc costuma entregar alta acidez, notas cítricas, frutas tropicais e um característico toque herbáceo. A Albariño, conhecida como Alvarinho em Portugal, une frescor, frutas de caroço e, muitas vezes, uma agradável sensação salina.
A Riesling é aromática e naturalmente marcada pela acidez, podendo produzir vinhos secos ou doces. Outra opção é a Chardonnay em versões sem passagem por madeira ou com pouca influência do carvalho, nas quais o frescor e a fruta ganham mais destaque.
Rosés: leves, frescos e versáteis
Os rosés encontram lugar natural nos dias mais quentes. Elaborados, em geral, a partir de uvas tintas com curto contato entre o mosto e as cascas, resultam em vinhos leves, com boa acidez e aromas de frutas vermelhas.
Os rosés da Provence são referência desse estilo mais delicado. Entre as uvas usadas nos cortes está a Cinsault, que contribui com fruta e delicadeza, geralmente acompanhada de variedades como Grenache, Syrah e Mourvèdre.

A autora na Provence, no sul da França, região que se tornou referência mundial na produção de vinhos rosés. (Foto: acervo pessoal)
Tintos leves: menos peso, mais frescor
Calor não significa abandonar os tintos. O segredo está em buscar corpo mais leve, boa acidez e taninos delicados.
A Pinot Noir, com frutas vermelhas e estrutura elegante, é um clássico. A Gamay, estrela de Beaujolais, costuma ser ainda mais leve, frutada e suculenta. Ambas ganham uma dose extra de frescor quando servidas ligeiramente resfriadas.
No fim, não existem vinhos exclusivos de uma estação. Mas, quando as temperaturas sobem, é um bom momento para experimentar estilos mais leves e descobrir novas possibilidades na taça.



