Com a chegada dos dias mais quentes, o famoso “projeto verão” volta a ganhar espaço. Academias, caminhadas e treinos entram na rotina de quem deseja emagrecer, ganhar massa muscular ou melhorar a definição corporal. Mas será que essa motivação precisa ter prazo de validade?
A preocupação com a aparência pode ser um incentivo para começar. O desafio está em transformar esse primeiro impulso em um hábito que continue depois das férias, quando o verão já tiver terminado.
“É natural que uma pessoa chegue à academia com um objetivo estético e não há problema nisso. O que buscamos mostrar é que o exercício entrega muito mais. Quando ela começa a perceber a evolução do condicionamento, da força, da disposição e do próprio bem-estar, o treino deixa de ser apenas uma ferramenta para chegar ao verão e começa a fazer parte da vida”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Companhia Athletica.
Encontrar uma atividade que dê prazer faz diferença

Aulas em grupo também oferecem oportunidades de convivência e podem tornar a prática de exercícios mais prazerosa (Foto: Adobe Stock)
Nem todo mundo gosta de musculação. Há quem prefira dançar, nadar, correr, praticar yoga, pilates ou participar de aulas coletivas. O segredo pode estar justamente em experimentar diferentes modalidades até descobrir aquela que combina com o estilo de vida e os objetivos de cada um.
“Não existe uma única atividade que seja ideal para todo mundo. Temos pessoas que se encontram na musculação, outras preferem uma aula coletiva, querem nadar, correr ou praticar um esporte. Ter diferentes possibilidades e profissionais preparados para orientar esse processo permite que cada aluno encontre uma forma de cuidar do corpo que também dê prazer. E isso faz muita diferença para a continuidade”, afirma Cacá.
Outro aspecto que merece atenção é a convivência. Aulas coletivas, grupos de corrida e esportes em equipe também podem criar oportunidades de amizade e socialização. Para algumas pessoas, encontrar amigos e compartilhar conquistas torna a prática mais agradável.
Começar aos poucos também é começar

Incorporar o movimento ao cotidiano e respeitar os próprios limites são caminhos para construir uma rotina de atividade física (Foto: Adobe Stock)
Um dos erros de quem retoma os exercícios depois de muito tempo parado é querer recuperar tudo em poucas semanas. O entusiasmo inicial pode levar a treinos intensos demais para o condicionamento atual.
O ideal é começar gradualmente, respeitando os limites do corpo e aumentando a intensidade e a frequência conforme a adaptação. A orientação de um profissional de educação física ajuda a organizar esse processo de acordo com as necessidades individuais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem procurar realizar de 150 a 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana.
Mas quem ainda está longe dessas recomendações não precisa desanimar. O próprio Ministério da Saúde orienta que qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma e recomenda começar aos poucos, incluindo o movimento na rotina de maneira possível e segura.
Um compromisso que vai além do espelho
Os benefícios de se movimentar regularmente não se limitam à aparência. A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, o fortalecimento muscular, a qualidade do sono e a saúde mental.
E talvez seja justamente essa mudança de perspectiva que ajude a manter o hábito. Em vez de avaliar os resultados apenas pela balança ou pelo espelho, vale observar a disposição para enfrentar o dia, a melhora do condicionamento e o prazer de realizar atividades que antes pareciam difíceis.
O verão pode ser um bom motivo para começar. Mas cuidar do corpo e da saúde é um compromisso que merece espaço no calendário inteiro.



