Antes de viajar para a Croácia, sabíamos pouco sobre ela. Como muita gente, nosso primeiro contato havia sido pelo futebol, quando um pequeno país passou a surpreender o mundo enfrentando gigantes em Copas do Mundo, com sua camisa quadriculada, que mais lembrava uma toalha de pizzaria.
Ao chegarmos, descobrimos que a Croácia não é vermelha e branca, e sim azul e verde.
Suas águas não cabem na caixa de lápis de cor mais completa, aquela que a gente sonhava em ter quando era criança, por conta do lápis azul-piscina. Nenhuma palavra que a gente traga dá conta do que os nossos olhos enxergaram. Em Plitvice, a água revela o fundo com uma nitidez quase desconcertante. Na costa, ela faz os barcos parecerem suspensos no ar. Não sabemos dizer quando termina o mar e começa o céu. E vice-versa.

O azul das águas e o verde da paisagem marcaram a viagem pela Croácia (Fotos: Arquivo pessoal)

O azul das águas e o verde da paisagem marcaram a viagem pela Croácia (Fotos: Arquivo pessoal)

O azul das águas e o verde da paisagem marcaram a viagem pela Croácia (Fotos: Arquivo pessoal)

O azul das águas e o verde da paisagem marcaram a viagem pela Croácia (Fotos: Arquivo pessoal)
Será que a sua beleza foi o que fez este pequeno território ser tão desejado ao longo da história? Situada entre o Mediterrâneo e a Europa Central, a Croácia ocupou uma posição estratégica e passou séculos defendendo sua identidade diante de diferentes povos e impérios. Observando aquele litoral, ousamos dizer que, mais do que uma rota comercial, aquele país era um tesouro, um privilégio.
Voltamos da Croácia com centenas de fotografias da água, mas o que permanece mais vivo na nossa memória não é exatamente a cor do mar. É a luz que se revelou nas paisagens e nos encontros que a viagem nos presenteou.
A luminosidade da Croácia transborda para as pessoas. Os croatas nos receberam com sorrisos fáceis, acolhimento espontâneo e uma alegria serena, daquelas que não fazem barulho, como a nossa. A animação deles se revela diante do nosso mínimo estímulo. No barco, essa energia ganhou ainda mais força. Um grupo de pessoas que, mesmo vindo de lugares diferentes, rapidamente encontrou sintonia. Conversas, risadas, colaboração, mergulhos e a curiosa sensação de que eram as pessoas certas, na hora certa e no lugar perfeito.

No barco e pelas cidades croatas, os encontros e momentos compartilhados que fizeram parte da experiência (Fotos: Arquivo pessoal)

No barco e pelas cidades croatas, os encontros e momentos compartilhados que fizeram parte da experiência (Fotos: Arquivo pessoal)

No barco e pelas cidades croatas, os encontros e momentos compartilhados que fizeram parte da experiência (Fotos: Arquivo pessoal)
Enquanto observávamos a água refletindo a luz do sol, pensamos que algumas pessoas não produzem a própria luz o tempo todo, mas sabem refletir o que recebem de melhor. Tornam os lugares mais leves, as viagens mais memoráveis e a vida mais bonita simplesmente por estarem presentes.
O que ficou desta viagem, ainda que tenhamos visto muita história e muita cultura, foi a energia. E essa energia nos deu a sensação de férias de verdade. Menos informação, mais experiência. Menos gasto, mais curtição. Menos concreto e mais natureza. Menos monumentos e muito, mas muito mais calor humano.



