Há um lugar, talvez invisível aos olhos apressados, onde mulheres conscientes começam a perceber que algo profundo está acontecendo.
A mudança já começou. Ela pulsa em cada projeto, em cada decisão corajosa, em cada mulher que escolhe empreender com propósito.
Não é uma revolução barulhenta. É silenciosa, porque se constrói no cotidiano, nas madrugadas de criação, nas ideias que desafiam o previsível, nas escolhas que rompem padrões e criam caminhos. A verdadeira revolução não é feita de ruído, mas de consciência.
Por que a revolução do empreendedorismo feminino ainda é silenciosa?

A revolução acontece nas madrugadas de criação, onde nascem as ideias que desafiam o previsível (foto: Adobe Stock)
Porque, mesmo diante de tantos avanços, ainda não se reconhece plenamente a força transformadora das mulheres que empreendem. Porque ainda pouco se fala sobre o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino. Porque essa revolução não se fez com confronto, mas com coragem.
Enquanto o mundo celebrava outras agendas, uma legião de mulheres reconstruía, passo a passo, a maneira de fazer negócios, liderar e viver.
Mas é importante falar, divulgar e proclamar que o que está acontecendo é histórico — mesmo que ainda pouco falado.
Nos últimos anos, tenho me dedicado a acender essa luz, levando a celebração do Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino a diferentes países. Já estivemos em Portugal, nos Estados Unidos e, este ano, o Brasil será o palco dessa chama.
Em 2026, a nossa bandeira no Inspirando Mulheres, o Clube de Netweaving do qual sou idealizadora, será clara e simbólica: inspirar é uma estratégia!
Inspirar é uma força silenciosa e absolutamente transformadora. Eu sinto que estamos no início de uma nova era feminina, onde o exemplo vale mais do que o discurso e a inspiração uma forma diferente de liderança.

Mais de 10 milhões de mulheres já comandam negócios no Brasil — números que revelam histórias e coragem (Foto: Adobe Stock)
O crescimento do empreendedorismo feminino é um dos fenômenos sociais mais expressivos do nosso tempo.
De acordo com o Sebrae e o IBGE (2024), já são 10,35 milhões de mulheres donas de negócio, representando 34% dos empreendedores brasileiros — o maior número da história.
Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (2024), as mulheres correspondem a 54,6% das pessoas que pretendem abrir um negócio nos próximos anos e a pesquisa GoDaddy (2025) revela que metade das pequenas empresárias brasileiras já utiliza ferramentas de inteligência artificial na gestão de seus negócios.
Nós estamos em todos os lugares: 55,9% no setor de serviços, 25% no comércio e um número crescente em tecnologia e inovação.
Esses números não são apenas dados — são histórias. Cada um deles representa uma mulher que decidiu criar o próprio caminho, desafiar estatísticas e transformar propósito em ação. Empreender é, hoje, um ato político, social e profundamente humano.
A próxima etapa da revolução

O futuro é colaborativo e feminino, quando uma mulher se inspira, ela acende o caminho para muitas outras (Foto: Adobe Stock)
O empreendedorismo feminino é mais do que uma tendência econômica. É um movimento de consciência. Cada mulher que empreende não apenas movimenta a economia, mas também redefine o conceito de poder e o poder que surge deste novo tempo é o da colaboração, da empatia e do impacto positivo.
Já é hora de dar visibilidade a essa transformação. O silêncio, que até aqui foi força e resistência, agora precisa se transformar em voz e presença. O mundo precisa ouvir e reconhecer o som da mudança que vem da união entre mulheres.
Nenhuma de nós está sozinha. Cada passo individual abre caminho para outra mulher. Cada conquista ilumina o percurso coletivo e é nesse entrelaçar de histórias que a verdadeira revolução acontece — quando entendemos que inspirar também é agir, e que toda inspiração provoca movimento.
O futuro é colaborativo e feminino
E justamente por isso, precisamos seguir conscientes da força que temos, valorizando o caminho já trilhado e inspirando outras a caminharem com mais confiança.
Por isso, no dia 19 de novembro, um grupo de 70 mulheres de todas as partes do Brasil e de outros países, vão estar reunidas para refletir sobre o caminho até aqui percorrido e quais serão os nossos próximos passos. A revolução feminina não é uma promessa distante, ela já começou. Inspirar, mais do que nunca, é a nossa estratégia.


